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A desonestidade como escada social

O filme Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, e os escândalos de corrupção em Brasília me remeteram, uma vez mais, a um livro que fala dos excessos dos anos 1920, a ruidosa década de grande prosperidade que desembocou no caos de 1929. O livro se chama O Grande Gatsby. Foi escrito por Francis Scott Fitzgerald, um norte-americano pobre fascinado pelo mundo dos milionários. Fitzgerald e Zelda, sua mulher, aparecem no filme de Woody Allen em meio a festas extravagantes, esbanjando dinheiro, querendo ser ricos a qualquer custo. Os políticos de Brasília também aparecem em meio a festas extravagantes, esbanjando dinheiro público, querendo ser ricos a qualquer custo, sobretudo às nossas custas.

O Grande Gatsby trata desses personagens do alpinismo social levado às últimas consequências. Jay Gatz, que se transformaria no Grande Gatsby, é um rapaz pobre apaixonado por Daisy, moça rica. A fim de conquistar a amada, Gatsby trata de se enriquecer por meios ilícitos. Depois de ajuntar muito dinheiro, para ostentar posses e atrair Daisy, Gatsby promove festas nas quais esbanja fortunas. Quase conquista Daisy. Fitzgerald atrapalha o amor, provocando um morticínio digno dos grandes folhetins.

O romance é considerado um dos melhores da literatura norte-americana do século 20, com o que não concordo, mas sem dúvida merece ser lido. Não apenas pelo mérito literário, também pelo retrato de uma época de prosperidade que parecia eterna e acabou em tragédia, tragédia que também atingiu a vida particular do escritor Scott Fitzgerald, morto prematuramente aos quarenta e quatro anos. Morreu pobre como nasceu.

Grandes festas, grandes arroubos, grandes roubos, grandes Gatsby. A história se repete no Brasil de hoje. Dinheiro continua a mola do mundo. Há pouco, quase trouxe outra grande depressão mundial, como a de 1929. Vamos pagar a conta do desmando alheio por um bom tempo. Aqui dentro, manda e desmanda na República. Nós pagamos o pato. Para variar.

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A CORRUPÇÃO COMO ESCADA SOCIAL

 

Nossos escândalos de corrupção sempre me remetem a um livro que fala dos excessos dos anos 1920, a ruidosa década de grande prosperidade que desembocou no caos de 1929. O livro se chama O Grande Gatsby. Foi escrito por Francis Scott Fitzgerald, um norte-americano pobre fascinado pelo mundo dos milionários. Fitzgerald e Zelda, sua mulher, aparecem no filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen, em meio a festas extravagantes, esbanjando dinheiro, querendo ser e parecer ricos a qualquer custo. Os políticos de Brasília também aparecem em meio a festas extravagantes, esbanjando dinheiro público, querendo ser ricos a qualquer custo, sobretudo às nossas custas. Seriam para essas festas as tais “verbas de representação” que recebem? Pelo visto, não bastam. Querem muito mais.

O Grande Gatsby trata desses personagens do alpinismo social levado às últimas consequências. Jay Gatz, que se transformaria no grande Gatsby, é um rapaz pobre apaixonado por Daisy, moça rica. A fim de conquistar a amada, Gatsby trata de se enriquecer por meios ilícitos. Depois de ajuntar muito dinheiro, para ostentar posses e atrair Daisy, Gatsby promove festas extravagantes, nas quais esbanja fortunas. Quase conquista Daisy. Fitzgerald atrapalha o final feliz, provocando um morticínio digno dos grandes folhetins.

O romance foi considerado um dos melhores da literatura norte-americana do século 20, com o que não concordo, mas sem dúvida merece ser lido. Não apenas pelo mérito literário, também pelo retrato de uma época de prosperidade que parecia eterna e acabou em tragédia, a Grande Depressão, tragédia que também atingiu a vida particular do escritor Scott Fitzgerald, morto prematuramente aos quarenta e quatro anos. Morreu pobre como nasceu.

Grandes festas, grandes arroubos, grandes roubos, grandes Gatsby. A história se repete no Brasil de hoje. Dinheiro continua a mola do mundo. Há pouco, em 2008, quase trouxe outra grande depressão. O mundo ainda não se recuperou. Continuamos pagando a conta do desmando e da ganância alheia. Lá fora e também aqui dentro do país, onde, além da situação econômica internacional adversa, temos um problema crônico: em muitos órgãos públicos, apesar de todas as prisões já feitas, a viúva, coitada, segue sendo saqueada. A corrupção, para muitos homens públicos, é a grande escada para a escalada social. Para um número cada vez maior, a única.

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A literatura e a desonestidade como escada social

        O
filme Meia Noite em Paris, de Woody
Allen, e os escândalos de corrupção em Brasília me remeteram a um livro que
fala dos excessos dos anos 1920,
a ruidosa década de grande prosperidade que desembocou
no caos de 1929. O livro se chama O
Grande Gatsby
. Foi escrito por Francis Scott Fitzgerald, um norte-americano
pobre fascinado pelo mundo dos milionários. Fitzgerald e Zelda, sua mulher,
aparecem no filme de Woody Allen em meio a festas extravagantes, esbanjando
dinheiro, querendo ser ricos a qualquer custo. Os políticos de Brasília também
aparecem em meio a festas extravagantes, esbanjando dinheiro público, querendo
ser ricos a qualquer custo, sobretudo às nossas custas.
          O
Grande Gatsby
trata desses personagens do alpinismo social levado às
últimas consequências. Jay Gatz, que se transformaria no grande Gatsby, é um
rapaz pobre apaixonado por Daisy, moça rica. A fim de conquistar a amada,
Gatsby trata de se enriquecer por meios ilícitos. Depois de ajuntar muito
dinheiro, para ostentar posses e atrair Daisy, Gatsby promove festas
extravagantes, nas quais esbanja fortunas. Quase conquista Daisy. Fitzgerald
atrapalha o amor, provocando um morticínio digno dos grandes folhetins.
          O romance é considerado um dos
melhores da literatura norte-americana do século 20, com o que não concordo,
mas sem dúvida merece ser lido. Não apenas pelo mérito literário, também pelo
retrato de uma época de prosperidade que parecia eterna e acabou em tragédia,
tragédia que também atingiu a vida particular do escritor Scott Fitzgerald,
morto prematuramente aos quarenta e quatro anos. Morreu pobre como nasceu.

          Grandes
festas, grandes arroubos, grandes roubos, grandes Gatsby. A história se repete
no Brasil de hoje. Dinheiro continua a mola do mundo. Há pouco, quase trouxe
outra grande depressão, como a de 1929. Vamos pagar a conta do desmando alheio
por um bom tempo. Lá fora e aqui dentro do país.

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